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X lança chatbots para marcas e amplia aposta em publicidade administrada por inteligência artificial

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X lança chatbots
X lança chatbots

X lança chatbots – O X apresentou em poucos dias uma série de ferramentas destinadas a aproximar inteligência artificial, atendimento ao cliente e publicidade dentro da plataforma. As novidades incluem uma API para empresas criarem agentes automatizados dentro do X Chat, um servidor baseado no Model Context Protocol que permite que sistemas de IA operem contas de publicidade e o retorno dos Lead Gen Ads, formato criado ainda na época do Twitter para captar potenciais clientes diretamente dentro da rede social.

Os anúncios indicam uma tentativa do X de ampliar sua importância para empresas além da publicação de conteúdo e da compra tradicional de anúncios.

A plataforma procura permitir que marcas atendam consumidores, recebam solicitações, captem contatos e administrem campanhas utilizando sistemas automatizados sem obrigatoriamente depender da interface convencional do gerenciador de anúncios.

Parte dessa estratégia está diretamente relacionada ao crescimento dos chamados agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de consultar dados, utilizar ferramentas externas e executar ações em nome do usuário.

No mercado publicitário, isso pode significar uma transformação importante. Em vez de apenas pedir a uma inteligência artificial que analise os resultados de uma campanha, anunciantes começam a ganhar ferramentas que permitem à própria IA criar, alterar e, em determinadas circunstâncias, ativar campanhas reais.

X lança chatbots. O X Chat passa a permitir chatbots próprios de empresas

Uma das novidades foi apresentada em 27 de agosto.

O X lançou uma API para contas automatizadas que permite a empresas e desenvolvedores criar agentes próprios dentro do X Chat, sistema de mensagens privadas da plataforma.

Na prática, uma marca pode criar uma conta separada destinada ao atendimento automatizado. O consumidor envia uma mensagem para essa conta e o sistema conectado pela empresa interpreta a solicitação e executa a tarefa correspondente.

Em um dos exemplos apresentados durante o lançamento, uma cafeteria poderia criar um agente para receber pedidos. O usuário enviaria sua solicitação pelo X Chat e o sistema conectado ao bot poderia encaminhar automaticamente as informações para o fluxo de pedidos do estabelecimento.

Isso aproxima o X de uma categoria de serviços já bastante utilizada em plataformas de mensagens, especialmente no atendimento ao consumidor.

Empresas podem, em princípio, desenvolver sistemas para responder perguntas sobre produtos, consultar informações, orientar consumidores, receber solicitações e integrar determinadas tarefas a seus sistemas internos.

A API oficial do X já oferece recursos relacionados a mensagens diretas, enquanto as diretrizes para contas automatizadas exigem que bots sejam identificados como automatizados, informem quem é responsável pela operação e respeitem solicitações dos usuários para interromper as interações.

X não oferece um chatbot pronto às empresas

Apesar da associação com inteligência artificial, a novidade precisa ser diferenciada de serviços que entregam um assistente pronto para utilização.

O X fornece a infraestrutura para que a empresa crie e conecte seu próprio agente.

A plataforma não determina qual modelo de inteligência artificial deverá responder às mensagens nem entrega todo o sistema responsável por compreender pedidos, consultar bancos de dados ou executar ações externas.

Isso significa que empresas interessadas ainda precisam desenvolver essas funções ou conectar soluções que já utilizam.

Para organizações que possuem sistemas de atendimento automatizado, a API pode funcionar como mais um canal de entrada. O mesmo agente utilizado em um site ou outro aplicativo poderia, dependendo da implementação, ser adaptado para receber solicitações originadas dentro do X.

O potencial da ferramenta estará, portanto, relacionado à adesão das empresas e à facilidade de integração com sistemas já existentes.

X Ads MCP permite administrar publicidade usando agentes de IA

A iniciativa mais relevante para o mercado publicitário havia sido apresentada poucos dias antes.

Em 24 de agosto, o X lançou o X Ads MCP, servidor baseado no Model Context Protocol destinado a conectar contas de publicidade a ferramentas de inteligência artificial.

MCP é um padrão criado para permitir que modelos e agentes de IA se comuniquem de maneira estruturada com sistemas externos.

No caso do X, isso significa que uma ferramenta compatível pode acessar funções normalmente encontradas na infraestrutura de publicidade da plataforma.

A documentação e análises técnicas do serviço indicam a disponibilização de 23 ferramentas relacionadas a contas publicitárias.

Dez possuem capacidade de escrita, permitindo executar ações como criar e atualizar campanhas, criar grupos de anúncios, modificar segmentações, produzir posts publicitários e promover publicações.

As demais estão relacionadas principalmente à consulta de contas, campanhas, métricas e critérios de segmentação.

A mudança é importante porque reduz a distância entre uma conversa com uma inteligência artificial e a operação efetiva de uma conta de mídia.

Um anunciante pode utilizar uma ferramenta compatível com MCP para consultar o desempenho das campanhas por linguagem natural e, dependendo das permissões concedidas, realizar mudanças sem navegar por todas as telas tradicionais de um gerenciador de anúncios.

IA pode não apenas analisar, mas modificar campanhas

Durante os primeiros anos de integração entre publicidade digital e inteligência artificial generativa, grande parte das ferramentas funcionava principalmente como assistente.

O profissional exportava dados, entregava essas informações a um modelo e solicitava análises, resumos ou sugestões.

O X Ads MCP leva essa integração para uma etapa diferente.

O sistema possui funções capazes de escrever diretamente nas contas de anúncios. Isso permite que um agente autorizado não apenas responda quais campanhas tiveram melhor desempenho, mas também crie estruturas publicitárias e faça alterações.

O X Ads API já permitia a desenvolvedores administrar campanhas programaticamente, incluindo publicidade, criativos, públicos e métricas. A diferença do MCP está na padronização da conexão com agentes de inteligência artificial.

Ferramentas compatíveis conseguem descobrir as funções disponíveis e utilizá-las dentro de um fluxo de conversação, diminuindo a necessidade de desenvolver uma integração específica para cada modelo de IA.

O X citou Grok e Claude Code entre os clientes compatíveis, além da possibilidade de utilização de agentes personalizados construídos com ferramentas que suportem MCP.

Agentes poderão lidar com campanhas que envolvem dinheiro real

A automação também cria questões relacionadas a controle e governança.

As ferramentas disponibilizadas pelo X não operam exclusivamente em ambientes de teste. Parte delas pode modificar contas publicitárias reais.

Existe, porém, uma proteção inicial.

Campanhas e grupos de anúncios criados por meio do protocolo começam pausados. Isso evita que a simples criação da campanha inicie imediatamente os gastos.

Ao mesmo tempo, o conjunto de ferramentas inclui funções destinadas à ativação dessas campanhas. Portanto, dependendo das permissões concedidas e da configuração do agente, a própria inteligência artificial pode executar a etapa que coloca uma campanha em funcionamento.

Esse cenário aumenta a importância de definir controles internos.

Uma empresa pode permitir que determinado agente apenas consulte métricas ou pode oferecer autorização para modificar segmentações e campanhas. A extensão da automação dependerá da configuração adotada pelo anunciante.

A situação também mostra como a discussão sobre agentes de IA está deixando o campo experimental.

Quando sistemas passam a possuir permissão para modificar campanhas associadas a instrumentos reais de pagamento, erros de interpretação ou instruções inadequadas podem produzir consequências financeiras.

X não é a única plataforma aproximando publicidade e agentes

A estratégia ocorre em um movimento mais amplo da indústria de publicidade digital.

Google, Amazon, Meta, TikTok e outras plataformas e empresas do setor vêm desenvolvendo mecanismos para conectar sistemas publicitários a ferramentas de inteligência artificial.

O grau de automação varia.

Alguns serviços disponibilizam principalmente leitura e análise de informações, enquanto outros permitem que agentes façam alterações nas contas.

No caso do X, a plataforma optou por permitir funções capazes de alterar campanhas, embora mantenha controles como o estado inicial pausado das novas campanhas criadas pelo MCP.

A adoção desse padrão pode modificar também o trabalho de agências.

Atividades como elaboração de relatórios, identificação de campanhas com desempenho abaixo do esperado, organização de segmentações e determinadas alterações operacionais poderão ser executadas com menor intervenção manual.

Isso não elimina a necessidade de estratégia, criatividade ou supervisão. Modelos precisam receber objetivos, limites de orçamento, informações sobre público e regras comerciais para tomar decisões coerentes com o negócio.

X também ressuscita os Lead Gen Ads do antigo Twitter

A terceira novidade da semana recupera uma ideia bastante anterior à atual onda de inteligência artificial.

O X anunciou uma nova versão dos Lead Gen Ads, formato que permite captar informações de potenciais clientes diretamente dentro da plataforma.

O anúncio possui um botão destacado na parte inferior da publicação promovida. Quando o usuário demonstra interesse, um formulário nativo é aberto sem exigir que ele saia do X.

O formato não é exatamente novo.

O antigo Twitter oferecia uma ferramenta semelhante chamada Lead Generation Cards. O produto permitia que anunciantes coletassem informações dos usuários a partir de publicações promovidas e acabou sendo retirado de operação em 2016.

A nova versão mantém o princípio de reduzir o número de etapas entre visualizar um anúncio e fornecer informações de contato.

Um detalhe visual foi atualizado. A barra do botão utiliza uma cor baseada no tom predominante da imagem ou do vídeo utilizado na publicidade, buscando destacar a área destinada à conversão no feed.

O X informou que o acesso inicial ao produto está sendo disponibilizado por meio de representantes comerciais da plataforma.

Atendimento, publicidade e geração de leads começam a se aproximar

Observadas isoladamente, as três novidades cumprem funções diferentes.

O X Chat Agents cria um canal para conversas automatizadas entre consumidores e empresas.

O Ads MCP permite conectar agentes de inteligência artificial à operação das campanhas.

Os Lead Gen Ads oferecem uma maneira de transformar a atenção gerada por uma publicidade em informações de potenciais clientes sem retirar o usuário da plataforma.

Juntos, porém, os lançamentos apontam para uma tentativa de criar um fluxo comercial mais completo dentro do X.

Uma empresa pode anunciar um produto, captar o interesse de um usuário e manter interações automatizadas pelo sistema de mensagens. Paralelamente, ferramentas de inteligência artificial podem ajudar a analisar e modificar as próprias campanhas.

Essa integração coloca o X em disputa com plataformas que também procuram concentrar mais etapas da relação entre marcas e consumidores.

Meta desenvolveu durante anos uma estrutura em que Facebook e Instagram funcionam em conjunto com WhatsApp e Messenger para publicidade e atendimento. TikTok ampliou ferramentas comerciais e de geração de leads. Plataformas de busca e comércio eletrônico também procuram integrar inteligência artificial às operações publicitárias.

O X tenta construir sua própria resposta.

IA começa a mudar a interface dos gestores de tráfego

A maior transformação introduzida pelo Ads MCP pode estar menos no algoritmo utilizado para entregar anúncios e mais na maneira como profissionais interagem com as plataformas.

Gerenciadores de anúncios tradicionais são construídos em torno de menus, tabelas, filtros, configurações e painéis.

A inteligência artificial oferece outra possibilidade.

Em vez de procurar manualmente diferentes relatórios, um profissional poderia solicitar ao agente uma comparação entre campanhas, perguntar quais grupos apresentaram redução de desempenho ou pedir a preparação de uma nova estrutura com determinado orçamento e público.

O sistema consulta os dados e utiliza as ferramentas disponibilizadas pela plataforma para executar as tarefas autorizadas.

Isso não significa que todo gestor de anúncios será substituído por um chatbot.

Campanhas envolvem contexto comercial, posicionamento de marca, definição de públicos, avaliação de criativos, análise de concorrentes e decisões sobre risco que não podem ser reduzidas apenas à leitura automática das métricas.

A automação tende inicialmente a atingir atividades operacionais e repetitivas.

Estratégia do X busca recuperar importância entre anunciantes

As novas ferramentas também precisam ser analisadas dentro da trajetória recente da plataforma.

Desde a compra do antigo Twitter por Elon Musk, em 2022, o negócio publicitário do X enfrentou períodos de forte instabilidade, afastamento de anunciantes e mudanças na estrutura comercial.

A companhia vem tentando recuperar empresas e reconstruir produtos destinados ao mercado publicitário.

A integração com agentes de IA oferece uma maneira de diferenciar essa nova infraestrutura.

Em vez de competir apenas pela audiência ou pelas ferramentas tradicionais de segmentação, o X procura posicionar seu sistema publicitário como uma plataforma preparada para um cenário em que empresas utilizarão agentes para administrar parte crescente de suas operações digitais.

O retorno dos Lead Gen Ads também mostra que essa estratégia combina novas tecnologias com produtos já conhecidos da indústria.

Nem toda inovação anunciada pela companhia depende de criar um formato inteiramente novo. Em alguns casos, o X está recuperando ferramentas do Twitter e adaptando-as à atual estratégia comercial.

X tenta transformar conversa em operação comercial

Os anúncios realizados em agosto mostram uma mudança mais ampla na maneira como o X pretende se relacionar com empresas.

A plataforma nasceu como um serviço de publicação pública, mas agora tenta aproximar três atividades que normalmente são tratadas separadamente: mídia, atendimento e automação.

Para anunciantes, o efeito poderá ser uma operação com menos etapas manuais.

Para consumidores, poderá significar encontrar mais contas automatizadas de empresas dentro do X Chat e realizar ações sem abandonar a plataforma.

Para o mercado de tecnologia, o X Ads MCP é o elemento mais significativo dessa estratégia porque oferece a agentes acesso não apenas a informações, mas também a funções capazes de modificar campanhas reais.

O resultado dependerá da adesão das marcas e dos controles utilizados para evitar erros em operações automatizadas.

Ainda assim, a sequência de lançamentos deixa clara a direção escolhida pelo X.

A inteligência artificial não está sendo utilizada apenas para recomendar conteúdo ou gerar textos publicitários. Ela começa a ganhar acesso à infraestrutura responsável por criar, analisar e operar campanhas.

Ao mesmo tempo, o X amplia ferramentas para transformar usuários em potenciais clientes e cria uma nova porta de entrada para atendimento automatizado.

Se essa combinação ganhar escala, a principal mudança para anunciantes poderá ser a passagem de uma publicidade simplesmente assistida por IA para uma publicidade em que agentes também executam parte relevante do trabalho.

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Tem experiência especialmente voltada à produção de conteúdo jornalístico, político e geopolítico, com passagem pelo Terça Livre por mais de cinco anos e participação em projetos como PHVox e Show da Manhã.

Sua atuação inclui thumbnails com foco em CTR, identidades visuais para programas, artes para redes sociais, capas para transmissões, GCs televisivos, edição de vídeos, pautas visuais e organização estética de programas.

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Atua como Analista de Mídias Sociais na Revista Oeste, trabalhando na produção e adaptação de conteúdos jornalísticos para plataformas digitais. Sua experiência também inclui participação em programas de televisão, produção de podcast e desenvolvimento de reportagens e conteúdos para diferentes formatos de mídia.

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