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Microsoft lança MAI-Transcribe-2 e Project Zenith para ampliar uso de IA na nuvem e nos PCs

11 min de leituraInteligência Artificial
Microsoft lança MAI-Transcribe-2 e Project Zenith
Microsoft lança MAI-Transcribe-2 e Project Zenith

Microsoft lança MAI-Transcribe-2 e Project Zenith – A Microsoft apresentou duas novidades que revelam como a empresa pretende expandir sua atuação no mercado de inteligência artificial. De um lado, lançou o MAI-Transcribe-2, modelo próprio de reconhecimento de fala com suporte a 60 idiomas e preço inicial de US$ 0,10 por hora de áudio. De outro, anunciou o Project Zenith, uma experiência do Windows 11 preparada para computadores de alto desempenho usados por desenvolvedores.

Embora sejam produtos diferentes, os anúncios compartilham uma mesma estratégia. A Microsoft pretende reduzir o custo de serviços de inteligência artificial executados na nuvem e, ao mesmo tempo, permitir que parte do processamento seja realizada diretamente nos computadores dos usuários.

O MAI-Transcribe-2 busca tornar a conversão de áudio em texto mais rápida e acessível para empresas, produtores de conteúdo, profissionais de saúde, desenvolvedores de aplicativos e organizações que processam grandes quantidades de gravações. O Project Zenith, por sua vez, tenta transformar o Windows em uma plataforma mais adequada para programação e execução local de modelos de IA.

MAI-Transcribe-2 custará US$ 0,10 por hora de áudio

O MAI-Transcribe-2 foi desenvolvido internamente pela divisão Microsoft AI. O modelo é capaz de reconhecer fala, identificar o idioma, separar diferentes participantes de uma conversa e registrar o momento exato em que cada palavra foi pronunciada.

O preço de lançamento será de US$ 0,10 por hora de áudio. A geração anterior, MAI-Transcribe-1.5, custava US$ 0,36 por hora. A diferença representa uma redução de aproximadamente 72%.

Há, contudo, uma condição importante. A Microsoft informa que o valor de US$ 0,10 é uma oferta por tempo limitado, válida até o fim de 2026. A empresa ainda não divulgou qual será o preço cobrado depois desse período.

O novo modelo está disponível para demonstração no Microsoft Foundry, no MAI Playground e no OpenRouter. A documentação do Azure informa que a tecnologia permanece em versão prévia pública. Essa modalidade não possui um acordo formal de nível de serviço e ainda não é recomendada pela própria Microsoft para cargas críticas de produção. Microsoft AI

Microsoft lança MAI-Transcribe-2 e Project Zenith. O modelo reconhece 60 idiomas e diferentes participantes

Um dos principais avanços do MAI-Transcribe-2 está na ampliação do suporte linguístico. O modelo anterior atendia 43 idiomas, enquanto a nova versão reconhece 60.

O sistema pode identificar automaticamente qual idioma está sendo falado, dispensando a configuração manual em parte das situações. Também possui suporte a conversas que alternam entre línguas, recurso conhecido como code switching. A função pode ser útil em reuniões internacionais, entrevistas e atendimentos nos quais os participantes misturam expressões de diferentes idiomas.

Outro recurso é a diarização, processo que identifica cada pessoa presente em uma gravação e atribui as falas ao participante correspondente. Em uma reunião com vários profissionais, por exemplo, o modelo pode organizar a transcrição conforme a pessoa que falou.

O MAI-Transcribe-2 também oferece marcação temporal em nível de palavra. Essa função registra o ponto exato do áudio em que cada termo aparece, facilitando a criação de legendas, a edição de vídeos, a pesquisa em entrevistas e a navegação por gravações extensas.

A tecnologia permite ainda fornecer uma lista de palavras importantes antes do processamento. Esse recurso ajuda o sistema a reconhecer nomes próprios, abreviações, produtos e termos técnicos utilizados em áreas como medicina, direito, tecnologia e atendimento ao consumidor.

Usuário pode escolher entre transcrição literal e texto limpo

O modelo oferece duas formas principais de organizar o resultado. O modo literal procura preservar a fala como ela ocorreu, incluindo hesitações, repetições, correções e palavras usadas para preencher pausas.

Essa opção pode ser necessária em atividades de conformidade, auditoria, pesquisa acadêmica ou análise de atendimento, nas quais qualquer alteração da fala original comprometeria o registro.

Já o modo limpo remove parte dessas interrupções e organiza o conteúdo de maneira mais legível. A função é voltada a legendas, atas, notas, entrevistas e textos destinados à publicação.

Para jornalistas, produtores de vídeo e equipes de comunicação, essa possibilidade reduz uma etapa comum do trabalho. Depois da transcrição automática, normalmente é necessário retirar repetições e elementos típicos da linguagem oral. Com o modo limpo, parte dessa edição pode ser realizada pelo próprio sistema.

A Microsoft afirma que o MAI-Transcribe-2 mantém melhor desempenho em gravações com ruído, vozes sobrepostas e variações na qualidade do microfone. Como os dados de desempenho foram divulgados pela fabricante, resultados independentes em diferentes ambientes ainda serão importantes para avaliar a consistência do modelo.

Microsoft afirma que modelo transcreve uma hora em dez segundos

Nos testes apresentados pela Microsoft, o MAI-Transcribe-2 conseguiu processar uma hora de áudio em aproximadamente dez segundos. A geração anterior precisava de cerca de 20 segundos para o mesmo volume.

A empresa afirma que o modelo é dez vezes mais rápido que o GPT-Transcribe, da OpenAI, sete vezes mais rápido que o Scribe v2, da ElevenLabs, e cinco vezes mais rápido que o Gemini 3.5 Transcribe, do Google. As comparações foram baseadas em avaliações conduzidas pela plataforma Artificial Analysis.

No benchmark multilíngue FLEURS, o MAI-Transcribe-2 registrou uma taxa média de erro de 5,2% considerando os 60 idiomas avaliados. Nos 25 idiomas principais, a taxa informada foi de 3,4%. Quanto menor a taxa de erro, maior tende a ser a precisão da transcrição.

Esses resultados podem variar conforme o idioma, a qualidade da gravação, o sotaque, o vocabulário e a quantidade de pessoas falando. Um bom resultado médio não garante a mesma precisão em todos os contextos.

Project Zenith prepara Windows para desenvolvedores de IA

A segunda novidade apresentada pela Microsoft é o Project Zenith. O projeto consiste em uma experiência pré configurada do Windows 11 para computadores destinados a desenvolvimento de software e inteligência artificial.

O Zenith não é apenas um aplicativo nem um novo modelo. Trata-se de uma configuração do sistema operacional fornecida em equipamentos específicos, com ferramentas, recursos e ajustes selecionados para facilitar o trabalho de programadores.

Os computadores compatíveis deverão possuir pelo menos 64 GB de memória unificada e largura de banda superior a 250 GB por segundo. Segundo a Microsoft, essa estrutura permitirá executar localmente modelos com mais de 30 bilhões de parâmetros, sem cobrança por tokens processados na nuvem. Windows Developer Blog

O primeiro equipamento com Project Zenith utilizará a plataforma Ryzen AI Halo, da AMD. A Microsoft afirma que outros fabricantes e fornecedores de chips lançarão dispositivos compatíveis nos próximos meses.

Windows chegará com ferramentas de programação instaladas

Os computadores do Project Zenith serão entregues com um conjunto de ferramentas preparado para o desenvolvimento. O Windows Terminal e o Visual Studio Code aparecerão fixados na barra de tarefas, enquanto linguagens, ambientes de execução, controle de versões e utilitários de produtividade estarão disponíveis desde a configuração inicial.

O Explorador de Arquivos exibirá extensões, arquivos ocultos, caminhos completos e um painel de detalhes. O suporte a caminhos longos também ficará ativado.

Algumas notificações, sugestões e elementos de interface serão desabilitados para reduzir interrupções. O histórico de arquivos recentes, dicas de sincronização e avisos de conta estarão desligados por padrão.

O Subsistema do Windows para Linux continuará integrado ao ambiente. A Microsoft também destaca o suporte a contêineres do WSL, que permite criar e executar cargas de trabalho Linux dentro do Windows.

A proposta é diminuir o tempo gasto por desenvolvedores na instalação e configuração de um computador novo. Ainda assim, o usuário continuará livre para modificar o sistema e instalar outras ferramentas.

Modelos locais podem reduzir dependência da nuvem

A capacidade de executar modelos com mais de 30 bilhões de parâmetros localmente é o elemento mais relevante do Project Zenith. Hoje, grande parte das ferramentas de inteligência artificial depende de servidores externos e cobra conforme a quantidade de tokens processados.

Ao transferir parte dessas tarefas para o computador, desenvolvedores podem testar modelos sem gerar uma cobrança a cada solicitação. O processamento local também pode reduzir atrasos e facilitar trabalhos com arquivos que não devem sair do dispositivo.

Isso não significa que qualquer modelo com 30 bilhões de parâmetros funcionará da mesma maneira em todos os equipamentos Zenith. O desempenho dependerá da arquitetura do modelo, do formato utilizado, do nível de compressão, do processador e da disponibilidade de memória.

Também não significa que o processamento local substituirá completamente os serviços de nuvem. Modelos maiores e tarefas mais complexas continuarão exigindo centros de dados. A estratégia da Microsoft é reservar a infraestrutura remota para operações que realmente necessitam de maior capacidade, enquanto atividades menores podem ser executadas no próprio PC.

Anúncios mostram estratégia de IA em duas frentes

O MAI-Transcribe-2 e o Project Zenith representam caminhos complementares. O primeiro utiliza a escala da nuvem para oferecer transcrição rápida e barata. O segundo procura ampliar a capacidade dos computadores pessoais para processar modelos sem cobrança por uso remoto.

Para empresas que trabalham com entrevistas, reuniões, vídeos, ligações ou registros de voz, o novo modelo de transcrição pode reduzir custos operacionais. Para desenvolvedores, o Zenith pode facilitar testes locais, programação assistida por IA e criação de agentes.

A estratégia também fortalece a presença da Microsoft em diferentes camadas do mercado. A empresa controla o Windows, opera a plataforma Azure, oferece ferramentas de desenvolvimento e cria seus próprios modelos de inteligência artificial.

A combinação permite integrar hardware, sistema operacional, ferramentas de programação e serviços em nuvem. O desafio será demonstrar que o desempenho apresentado nos anúncios se mantém no uso cotidiano e que os equipamentos compatíveis com o Project Zenith terão preços acessíveis.

Os dois lançamentos indicam que a próxima etapa da inteligência artificial não será definida apenas por modelos maiores. Custo, velocidade, execução local, privacidade e facilidade de desenvolvimento também deverão influenciar a escolha das tecnologias utilizadas por empresas e profissionais.

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Sua atuação inclui thumbnails com foco em CTR, identidades visuais para programas, artes para redes sociais, capas para transmissões, GCs televisivos, edição de vídeos, pautas visuais e organização estética de programas.

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Tem mais de 20 anos de experiência em audiovisual, conteúdo e comunicação, com passagens por SBT, Record, Globo, Band, Fremantle, Disney, MTV e Multishow, além de projetos para streaming. Participou de projetos de alto alcance, como o reality Ídolos e a estruturação dos canais digitais do Raul Gil.

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Sua atuação abrange motion graphics 2D e 3D, animações e maquetes digitais, ilustração e tratamento de imagens. Também trabalha com colorização e acabamento audiovisual no DaVinci Resolve.

Possui experiência na operação de câmeras DSLR Canon, transmissões ao vivo com OBS Studio, criação de layouts para livestreaming, captação e tratamento de áudio e projetos editoriais para livros e revistas.

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Estudante de Jornalismo pela FAPCOM, em São Paulo, com experiência em produção de conteúdo jornalístico, mídias sociais, reportagem e comunicação digital.

Atua como Analista de Mídias Sociais na Revista Oeste, trabalhando na produção e adaptação de conteúdos jornalísticos para plataformas digitais. Sua experiência também inclui participação em programas de televisão, produção de podcast e desenvolvimento de reportagens e conteúdos para diferentes formatos de mídia.

Ao longo da graduação, vem aprofundando sua formação por meio da pesquisa acadêmica e da prática profissional, com interesse especial por jornalismo esportivo, política e cultura, unindo apuração, clareza e criatividade na produção de conteúdos informativos.

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Jornalista, criminóloga, psicanalista e profissional de comunicação com mais de 20 anos de experiência. Sua atuação reúne produção de conteúdo, reportagem, gestão de redes sociais, marketing digital, relações públicas, gerenciamento de crises, planejamento estratégico e inteligência artificial aplicada à comunicação.

Ao longo da trajetória, participou de projetos jornalísticos, institucionais, políticos e eleitorais, com atuação em assessoria de imprensa, comunicação digital, planejamento, produção de conteúdo e gerenciamento simultâneo de diferentes perfis e públicos.

Sua experiência no jornalismo inclui passagens pelo Terça Livre, Jornal da Cidade Online, Estudos Nacionais, PHVox, Vista Pátria, Revista A Verdade, Fio Diário e Revista Oeste. Também atua na produção de conteúdo para o Instituto Liberal e para o jornalista Augusto Nunes.

A formação em psicanálise, neurociência e psicologia analítica amplia sua abordagem sobre comportamento humano, comunicação e formação de vínculos. Na comunicação digital, possui formação em Social Media Management, Copywriting e Inteligência Artificial pela EBAC, além de capacitações em gestão de tráfego e ferramentas digitais.