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OpenAI projeta US$ 100 bilhões com publicidade até 2030, mas mercado questiona meta

11 min de leituraInteligência Artificial
OpenAI projeta US$ 100 bilhões com publicidade até 2030
OpenAI projeta US$ 100 bilhões com publicidade até 2030

OpenAI projeta US$ 100 bilhões com publicidade até 2030 – A OpenAI projeta alcançar US$ 100 bilhões em receita publicitária anual até 2030, segundo informações apresentadas a investidores e divulgadas inicialmente pela Axios. A estimativa coloca o ChatGPT no centro de uma possível transformação no mercado de mídia paga, tradicionalmente dominado por Google, Meta e Amazon.

A previsão, contudo, foi recebida com ceticismo por analistas e profissionais de publicidade. A empresa conseguiu expandir rapidamente sua operação de anúncios, mas ainda precisa demonstrar que as marcas estão dispostas a transferir uma parcela significativa de seus investimentos para um ambiente de busca conversacional.

O número de US$ 100 bilhões também não foi apresentado inicialmente em um balanço público da OpenAI. A projeção surgiu em abril, com base em uma fonte familiarizada com apresentações feitas a investidores. Na época, a empresa não comentou os valores divulgados. Axios

A discussão voltou a ganhar força depois que a OpenAI anunciou, em 31 de agosto, que o ChatGPT Ads alcançou uma receita anualizada de US$ 1 bilhão. O resultado confirma que a publicidade já representa uma atividade comercial relevante para a empresa, mas também mostra a distância entre a operação atual e a meta estabelecida para 2030.

OpenAI projeta US$ 100 bilhões com publicidade até 2030

As projeções atribuídas à OpenAI indicam uma expansão rápida nos próximos anos. A empresa espera obter US$ 2,5 bilhões com anúncios em 2026, US$ 11 bilhões em 2027, US$ 25 bilhões em 2028, US$ 53 bilhões em 2029 e US$ 100 bilhões em 2030.

O plano considera que os produtos da OpenAI poderão alcançar 2,75 bilhões de usuários semanais até o fim da década. Também pressupõe que a empresa conseguirá capturar uma parcela relevante do mercado global de publicidade digital.

Chegar a US$ 100 bilhões exigiria multiplicar por cem o ritmo anualizado registrado atualmente. A operação precisaria crescer em escala internacional, ampliar o número de anunciantes e demonstrar retorno financeiro compatível com os canais já utilizados pelas marcas.

A projeção colocaria a OpenAI entre as maiores empresas de publicidade digital do mundo. Para efeito de comparação, o negócio de anúncios do Google gerou US$ 294,69 bilhões em 2025, enquanto a Meta registrou US$ 196,18 bilhões no mesmo período. Reuters

A diferença é que Google e Meta construíram suas plataformas ao longo de vários anos. As duas empresas possuem sistemas consolidados de segmentação, leilão, mensuração, atribuição, otimização e integração com agências e ferramentas externas.

A OpenAI ainda está desenvolvendo parte dessa infraestrutura. Seu Ads Manager permanece em versão beta e diversas funções consideradas básicas no mercado de publicidade digital continuam em processo de implantação.

Receita anualizada de US$ 1 bilhão exige interpretação

O ChatGPT Ads alcançou US$ 1 bilhão em receita anualizada aproximadamente seis meses depois do início dos testes publicitários nos Estados Unidos. O crescimento é expressivo para uma operação recente, mas a métrica exige cuidado.

Receita anualizada não significa que a OpenAI já tenha recebido US$ 1 bilhão em pagamentos acumulados. O valor representa uma projeção baseada no ritmo atual. Se a empresa mantivesse por 12 meses o mesmo nível de faturamento registrado no momento do cálculo, chegaria a aproximadamente US$ 1 bilhão.

A métrica é utilizada para estimar o tamanho de negócios em crescimento, mas pode produzir uma imagem incompleta quando a receita varia ao longo do ano. Também não garante que o ritmo atual será mantido ou ampliado.

Segundo a OpenAI, créditos promocionais oferecidos a anunciantes não foram incluídos no cálculo. Isso significa que o valor anualizado considera dinheiro efetivamente investido pelas empresas, e não apenas campanhas gratuitas destinadas a incentivar a experimentação.

Apesar disso, o ritmo de US$ 1 bilhão continua abaixo da meta de US$ 2,5 bilhões de receita publicitária efetiva para 2026. Um analista da eMarketer ouvido pela Reuters afirmou que o resultado, embora relevante, indica que a empresa pode terminar o ano distante da projeção inicial. Reuters

Busca conversacional entra no mercado de mídia paga

O aspecto mais importante da projeção não está apenas no valor. A entrada da OpenAI na publicidade sinaliza que a busca conversacional passou a disputar formalmente os investimentos destinados à mídia digital.

Nos mecanismos de busca tradicionais, os usuários escrevem palavras ou perguntas curtas. Em um chatbot, podem explicar com mais detalhes o que pretendem comprar, quais problemas desejam resolver, quanto podem gastar e quais características consideram importantes.

Esse contexto pode funcionar como um indicador de intenção comercial. Uma pessoa que solicita uma comparação entre modelos de computador, por exemplo, pode estar mais próxima de uma decisão de compra do que alguém que apenas visitou uma página relacionada a tecnologia.

Para os anunciantes, essa proximidade com a intenção representa uma oportunidade. Uma publicidade apresentada no momento adequado pode alcançar o usuário enquanto ele pesquisa, compara opções ou procura uma solução específica.

O potencial não garante, porém, que a conversão acontecerá. A utilidade do canal dependerá da relevância dos anúncios, da confiança dos usuários e da capacidade das marcas de medir o que aconteceu depois da exibição ou do clique.

Anunciantes cobram melhores ferramentas de mensuração

Profissionais ouvidos pela publicação especializada AdExchanger apontaram a mensuração e a padronização como os principais obstáculos à ampliação dos investimentos.

Entre as limitações mencionadas estão a escassez de dados sobre concorrentes, as opções ainda reduzidas de público e a dificuldade de integrar os resultados do ChatGPT a ferramentas independentes de medição.

Alguns anunciantes entram cedo em plataformas novas para aprender como o canal funciona e ocupar espaço antes da concorrência. Essa disposição inicial não significa que manterão ou aumentarão os investimentos.

À medida que a operação amadurece, os responsáveis pelos orçamentos passam a exigir dados concretos sobre retorno, custo por aquisição, vendas incrementais e contribuição de cada campanha. Sem essa comprovação, a publicidade no ChatGPT pode continuar sendo tratada como experimental.

A OpenAI já oferece métricas como impressões, cliques, gastos, taxa de cliques, custo médio, conversões e custo por mil impressões. Também lançou recursos de mensuração por pixel, uma API de conversões e campanhas otimizadas para objetivos específicos.

Ainda assim, profissionais do setor afirmam que a plataforma precisa ampliar a compatibilidade com modelos de mensuração de marketing e ferramentas de incrementalidade. Esses sistemas ajudam a determinar se uma venda ocorreu por influência real da publicidade ou se aconteceria mesmo sem o anúncio. AdExchanger

Ads Manager amplia acesso para pequenas e médias empresas

A OpenAI começou os testes com um grupo limitado de anunciantes. Posteriormente, criou ferramentas de autoatendimento para permitir que empresas comprassem campanhas diretamente pelo Ads Manager.

A plataforma oferece modalidades de cobrança por impressão, clique e clique otimizado para conversão. A empresa também expandiu a operação para mercados da Europa, Índia, Oriente Médio e norte da África.

Segundo a OpenAI, pequenas e médias empresas já representam uma parcela material do negócio publicitário. A participação desse segmento é relevante porque plataformas de grande escala dependem de uma base ampla de anunciantes, e não apenas de contratos com grandes marcas.

O autoatendimento reduz os custos comerciais e permite que empresas menores criem campanhas sem negociar diretamente com representantes da plataforma. Foi esse tipo de sistema que ajudou Google e Meta a construir operações publicitárias globais.

O desafio será transformar experimentação em investimento recorrente. Para isso, o ChatGPT Ads terá de demonstrar que oferece desempenho competitivo em comparação com mecanismos de busca, redes sociais, marketplaces e plataformas de vídeo.

OpenAI tenta preservar confiança dos usuários

A publicidade dentro de um chatbot também cria uma questão diferente daquela enfrentada pelas redes sociais. Usuários podem interpretar respostas conversacionais como recomendações personalizadas e atribuir ao sistema um grau elevado de confiança.

A OpenAI afirma que os anúncios são claramente identificados e permanecem separados das respostas do ChatGPT. Segundo a empresa, os anunciantes não podem modificar, ordenar ou influenciar o conteúdo gerado pelo modelo.

A companhia também diz que não fornece conversas privadas aos anunciantes e não vende os dados pessoais dos usuários. A personalização pode ser controlada, enquanto planos pagos sem publicidade continuam disponíveis. OpenAI

Essas regras procuram reduzir o risco de conflito entre a utilidade da resposta e os interesses comerciais da plataforma. Mesmo assim, a presença de publicidade pode alterar a percepção dos usuários sobre neutralidade.

Se as pessoas acreditarem que uma resposta foi influenciada por um anunciante, a confiança no sistema poderá diminuir, mesmo quando o anúncio estiver formalmente separado. Preservar essa distinção será essencial para o crescimento do negócio.

Meta de US$ 100 bilhões enfrenta projeções muito menores

O ceticismo também aparece nas previsões independentes. A eMarketer estima que a publicidade em chatbots nos Estados Unidos poderá movimentar aproximadamente US$ 5,41 bilhões em 2030.

A comparação com os US$ 100 bilhões projetados pela OpenAI precisa ser feita com cautela. O cálculo da eMarketer trata do mercado americano, enquanto a estimativa atribuída à OpenAI pressupõe uma operação global e o crescimento de sua base de usuários.

Mesmo com essa diferença de abrangência, a distância entre as previsões mostra que analistas e a empresa trabalham com expectativas bastante diferentes sobre o tamanho futuro desse mercado.

A OpenAI parte da hipótese de que os chatbots ocuparão uma posição central na forma como as pessoas pesquisam, escolhem produtos e tomam decisões. As estimativas mais conservadoras consideram que o Google, a Meta, a Amazon e outras plataformas continuarão controlando grande parte dos investimentos publicitários.

OpenAI ainda precisa provar capacidade de atrair grandes verbas

O ChatGPT já demonstrou que pode gerar receita publicitária. O crescimento até US$ 1 bilhão em ritmo anualizado confirma que existe interesse de anunciantes e que a busca conversacional possui valor comercial.

A meta de US$ 100 bilhões, contudo, exige algo muito maior. A OpenAI precisará conquistar investimentos recorrentes, expandir sua presença internacional e oferecer instrumentos de medição comparáveis aos dos concorrentes.

Também terá de mostrar que a publicidade pode crescer sem comprometer a confiança nas respostas, a privacidade das conversas e a experiência dos usuários.

A projeção sinaliza que a OpenAI não enxerga os anúncios como uma fonte secundária de recursos. A publicidade passou a integrar o centro de seu modelo de negócios, ao lado das assinaturas, APIs, ferramentas empresariais e serviços de computação.

Mesmo que a meta de 2030 não seja alcançada, a entrada do ChatGPT nesse mercado já modifica o cenário da mídia paga. Google, Meta e Amazon passam a enfrentar um novo concorrente que não depende apenas de buscas, páginas ou redes sociais, mas de conversas nas quais os usuários descrevem diretamente suas necessidades.

A questão decisiva será saber se essa intenção declarada pode ser transformada em resultados verificáveis para as marcas. É essa resposta, mais do que a projeção de US$ 100 bilhões, que determinará o tamanho real do ChatGPT no mercado global de publicidade.

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Com mais de 30 anos de experiência em mídia e produção digital, atua na integração entre comunicação visual, audiovisual e tecnologia. Sua trajetória reúne design gráfico, web design, edição de vídeo, produção de conteúdo e operação técnica de transmissões ao vivo.

Tem experiência especialmente voltada à produção de conteúdo jornalístico, político e geopolítico, com passagem pelo Terça Livre por mais de cinco anos e participação em projetos como PHVox e Show da Manhã.

Sua atuação inclui thumbnails com foco em CTR, identidades visuais para programas, artes para redes sociais, capas para transmissões, GCs televisivos, edição de vídeos, pautas visuais e organização estética de programas.

No desenvolvimento digital, cria sites institucionais e landing pages, trabalhando com web design, interfaces, experiência do usuário, estruturação de conteúdo e aprimoramento visual. Também reúne experiência em transmissões ao vivo e ferramentas de inteligência artificial aplicadas à produção digital.

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MARIANA TANUS

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Gerente de Marketing na Revista Oeste, lidera o desenvolvimento de campanhas institucionais e comerciais da marca, acompanhando cada projeto do conceito à veiculação. Sua atuação também abrange comunicação executiva, apresentações para liderança e iniciativas de inteligência artificial aplicada ao marketing.

Coordena uma equipe multidisciplinar de criação, CRM, mídia paga e produção audiovisual, conectando estratégia, conteúdo e execução para transformar objetivos de negócio em campanhas relevantes e consistentes.

Tem mais de 20 anos de experiência em audiovisual, conteúdo e comunicação, com passagens por SBT, Record, Globo, Band, Fremantle, Disney, MTV e Multishow, além de projetos para streaming. Participou de projetos de alto alcance, como o reality Ídolos e a estruturação dos canais digitais do Raul Gil.

É publicitária formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em audiovisual e pós-produção, e atua com foco em campanhas e projetos de conteúdo com propósito claro, narrativa consistente e conexão com o público.

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Sua atuação abrange motion graphics 2D e 3D, animações e maquetes digitais, ilustração e tratamento de imagens. Também trabalha com colorização e acabamento audiovisual no DaVinci Resolve.

Possui experiência na operação de câmeras DSLR Canon, transmissões ao vivo com OBS Studio, criação de layouts para livestreaming, captação e tratamento de áudio e projetos editoriais para livros e revistas.

Sua trajetória reúne competências nas principais etapas da produção audiovisual: criação, captação, edição, animação, áudio, correção de cores e finalização.

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Estudante de Jornalismo pela FAPCOM, em São Paulo, com experiência em produção de conteúdo jornalístico, mídias sociais, reportagem e comunicação digital.

Atua como Analista de Mídias Sociais na Revista Oeste, trabalhando na produção e adaptação de conteúdos jornalísticos para plataformas digitais. Sua experiência também inclui participação em programas de televisão, produção de podcast e desenvolvimento de reportagens e conteúdos para diferentes formatos de mídia.

Ao longo da graduação, vem aprofundando sua formação por meio da pesquisa acadêmica e da prática profissional, com interesse especial por jornalismo esportivo, política e cultura, unindo apuração, clareza e criatividade na produção de conteúdos informativos.

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CAMILA ABDO

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Jornalista, criminóloga, psicanalista e profissional de comunicação com mais de 20 anos de experiência. Sua atuação reúne produção de conteúdo, reportagem, gestão de redes sociais, marketing digital, relações públicas, gerenciamento de crises, planejamento estratégico e inteligência artificial aplicada à comunicação.

Ao longo da trajetória, participou de projetos jornalísticos, institucionais, políticos e eleitorais, com atuação em assessoria de imprensa, comunicação digital, planejamento, produção de conteúdo e gerenciamento simultâneo de diferentes perfis e públicos.

Sua experiência no jornalismo inclui passagens pelo Terça Livre, Jornal da Cidade Online, Estudos Nacionais, PHVox, Vista Pátria, Revista A Verdade, Fio Diário e Revista Oeste. Também atua na produção de conteúdo para o Instituto Liberal e para o jornalista Augusto Nunes.

A formação em psicanálise, neurociência e psicologia analítica amplia sua abordagem sobre comportamento humano, comunicação e formação de vínculos. Na comunicação digital, possui formação em Social Media Management, Copywriting e Inteligência Artificial pela EBAC, além de capacitações em gestão de tráfego e ferramentas digitais.